Câncer de Pâncreas

O termo câncer de pâncreas geralmente se refere ao adenocarcinoma ductal do pâncreas (incluindo seus subtipos), o que representa aproximadamente 85% de todas as neoplasias pancreáticas. Devido ao seu comportamento biológico agressivo e apresentação tardia dos sintomas, o câncer de pâncreas é uma neoplasia altamente letal. O câncer de pâncreas é o 13º tipo de câncer de maior incidência no Brasil, e é a 7° causa de todas as mortes por câncer nos homens e 5° nas mulheres. Sendo responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes causadas pela doença¹.

Aproximadamente 60 a 70% dos cânceres pancreáticos estão localizados na cabeça do pâncreas, enquanto 20 a 25% estão no corpo / cauda e o restante envolve todo o órgão³.    Os sintomas variam conforme a sua localização sendo mais comuns: astenia, perda de peso, anorexia, dor abdominal, icterícia, náuseas e dor nas costas.

Os fatores de risco incluem: tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes mellitus, Síndrome de Peutz-Jeghers, Pancreatite hereditária, entre outros. Os exames de imagens podem auxiliar no diagnóstico dos pacientes sintomáticos, como o ultrassom, tomografia, ressonância magnética, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica. É necessário a confirmação histopatológica para estabelecer o diagnóstico do câncer de pâncreas, qual pode ser realizada através de: biópsia percutânea guiada por ultrassom ou tomografia; biópsia endoscópica guiada por ultrassom ou biópsia cirúrgica.

O tratamento é baseado no tipo do tumor, no estadiamento da doença e no estado geral do paciente. A ressecção cirúrgica é o único tratamento potencialmente curativo, porém apenas 15-20% dos pacientes são candidatos a pancreatectomia devido ao diagnóstico tardio já em uma fase avançada da doença. A quimioterapia e radioterapia são outras formas de tratamento que podem ser realizadas nos casos de tumores inoperáveis e irresecáveis.