Câncer Intestino Delgado

O câncer de intestino delgado é uma doença extremamente rara, responsável por cerca de 2 a 3% dos tumores do trato gastrintestinal¹.  Vários tipos histológicos diferentes de câncer podem surgir no intestino delgado, como adenocarcinomas, tumores neuroendócrinos, sarcomas, tumores estromais gastrointestinais (GISTs) e linfomas. Os sintomas podem variar com distensão abdominal, dor abdominal, fadiga, anemia, sangramento, perda de peso, diarreia, ou, no caso de obstrução, vômitos.

Vários fatores foram associados a um risco aumentado de desenvolver a neoplasia, incluindo álcool, tabaco, açúcar refinado e carboidratos, carne vermelha ou alimentos defumados, doença de Crohn, doença Celíaca, Câncer colorretal hereditário não polipose, Polipose adenomatosa familiar, Síndrome de Peutz Jeghers²,³.

 

A idade média no diagnóstico de uma neoplasia do intestino delgado é de 65 anos. Devido à sua raridade e apresentação clínica heterogênea, os cânceres de intestino delgado são frequentemente diagnosticados em estágios avançados, revelados por uma complicação local do tumor, associados a um desfecho ruim do tratamento.  O diagnóstico pode ser raciocinado a partir de um estudo de imagem como a tomografia, estudo mais comum para lesões com efeito de massa do intestino delgado. A endoscopia pode ser usada para visualizar e biopsiar os tumores, assim após análise anatomopatológica pode confirmar o diagnóstico. A endoscopia por vídeo-cápsula pode ajudar a identificar lesões no intestino delgado. O tratamento e o prognóstico diferem para cada subtipo histológico e as estratégias terapêuticas devem ser adaptadas a cada classe separada de tumor e a partir do estágio da doença. As terapêuticas podem incluir a cirurgia, radioterapia e quimioterapia, porém a principal modalidade de tratamento de tumores do intestino delgado é a resseção cirúrgica.